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domingo, 22 de maio de 2011

Adolescência de Renato Russo é tema do filme ‘Somos tão jovens’

Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, produção será rodada em 2011.
Mãe do artista vetou o título original do projeto, ‘Religião urbana’.


O diretor Antonio Carlos da Fontoura.
(Foto: Dolores Orosco/G1
A adolescência de Renato Russo, período no qual compôs hits como “Geração Coca-Cola”e “Que país é este?”, será tema do filme “Somos tão jovens”, de Antonio Carlos da Fontoura. Com filmagens marcadas para abril e maio de 2011, a produção terá como protagonista o ator Thiago Mendonça, que interpretou o sertanejo Luciano em “Dois filhos de Francisco”(2004).

“O filme mostrará como o Renato Manfredini Júnior, um moleque de Brasília que lia Shakespeare em inglês e sonhava com o estrelato, se transformou em Renato Russo”, sintetiza o cineasta, autor de longas como “Copacabana me engana”(1968) e “Gatão de meia idade” (2006).

Segundo o diretor, um dos pontos altos do filme será o período em que o cantor e compositor sofreu de uma doença óssea rara, a epifisiólise. “Ele tinha apenas 15 anos e era obrigado a ficar em casa, se tratando com morfina. Mas foi nessa reclusão forçada que começou a armar seu plano: se tornar o maior roqueiro do Brasil”, relata Fontoura. “Renato soltava a imaginação, escrevia diários com letras, e reportagens fictícias no qual relatava seu encontro com David Bowie e uma briga com Mick Jagger. Também foi nesse período que ele começou a colecionar vinis e entrou em contato com o punk”.

O ator Thiago Mendonça: ele será o Renato Russo
de 'Somos tão jovens'. (Foto: Divulgação/TV Globo)
No roteiro, o diretor pretende documentar a cena roqueira de Brasília nos anos 80, falando não apenas sobre a Legião Urbana e o Aborto Elétrico, as bandas de Russo.

“A formação do Capital Inicial também será registrada, bem como a de outros grupos importantes dessa época, como os Paralamas do Sucesso”, explica. “O Renato também teve sua fase de saco cheio de bandas, e saiu em carreira solo como ‘Trovador solitário’. Foi nesse momento que compôs músicas mais longas, como ‘Eduardo e Mônica’ e ‘Faroeste caboclo’”.

Fontoura pretende executar todas as cenas na capital federal, exceto aquela que mostrará o primeiro show da Legião, em 1982. “Estranhamente não foi em Brasília que os meninos estrearam, mas em Patos de Minas. Vamos filmar essa passagem lá.”


Participações afetivas

A família Manfredini tem tido envolvimento direto no projeto. Carmem, a irmã de Russo, foi uma das principais incentivadoras da realização do filme. “Ela colaborou bastante na pesquisa. Forneceu dados sobre a infância do Renato, abriu o álbum de fotografias e seu baú de histórias”.

No entanto, segundo o diretor, foi a mãe do cantor, Maria do Carmo, quem deu uma das contribuições definitivas. “O nome original do filme era ‘Religião urbana’. Era uma referência à essa adoração quase sagrada que os fãs tem pela banda”, explica Fontoura. “Mas aí a Dona Carminha me chamou pra conversar e disse que o filho deveria estar se revirando no caixão com esse título. Ela contou que o Renato odiava essa veneração meio religiosa, dizia que não tinha vocação pra padre, nem pastor”.

“Somos tão jovens” foi nome sugerido pela matriarca Manfredini e acatado de imediato pelo diretor.

Quem também participa da produção é o filho de russo, Giuliano Manfredini, de 21 anos. Produtor musical, o rapaz está selecionando bandas para se apresentar na trama. “Vou filmar vários musicais, ao todo serão 19 faixas espalhadas em cenas”, adianta o diretor.

Ainda na parte musical, “Somos tão jovens” terá Carlos Trilha assinando a trilha sonora. Profundo conhecedor da obra de Russo, o produtor foi parceiro do cantor em dois de seus trabalhos-solo, “The stonewall celebration concert” (1994) e “Equilíbrio distante” (1995).

Na lista das “participações afetivas” estão ainda os filhos do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá, que interpretarão os pais na adolescência, quando conheceram o líder da Legião Urbana. “Essa escalação é uma homenagem aos dois. Foi uma boa maneira de liga-los ao projeto, que inclui todas as pessoas que o Renato amava”.
 
Fonte: Dolores Orosco (G1)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Set House de Maio

Já está a disposição meu novo set de house para download.

Pelo player abaixo é possível escutar on line ou baixar. Entra lá no Soundcloud e baixe o seu.

Enjoy!!!




DjLucianomazim_sethouse_mai2011 by luciano-mazim

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tears for Fears em Porto Alegre


Confirmado para outubro o show do duo Tears for Fears em Porto Alegre, conforme nota no site pessoal de Curt Smith a capital gaúcha ficou para o dia 04 de outubro seguidos dos dias 6 de outubro em São Paulo, 8 de outubro no Rio de Janeiro, 9 de outubro em Belo Horizonte, 11 de outubro em Brasília e 15 de outubro em Fortaleza.
Site de Curt Smith confirmando o show

Em Porto Alegre o show será realizado no Pepsi on Stage e os valores dos ingressos ainda não foram divulgados, mas provavelmente ficará no mesmo patamar do show do Duran Duran que foi cancelado na época, a torcida fica para que o mesmo não ocorra.

O Tears for Fears é uma dupla de rock surgida nos anos 80, formada por Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curt Smith (voz e baixo). As músicas da dupla foram principalmente criadas por Orzabal, que no início se baseava na teoria do Grito Primal, do psicanalista Arthur Janov, que deu origem ao nome do grupo.

O grupo se destacou pela versatilidade de temas usados em suas canções, pelo detalhismo e pela vigorosa utilização do sintetizador. Venderam mais de vinte milhões de discos e obtiveram vários discos de ouro e de platina.

As românticas como "Advice For The Young At Heart" e "Woman In Chains" e as baladas  "Everybody Wants To Rule The World" e "Shout" fazem parte dos sucessos da banda que até hoje conferimos em muitos playlist de rádios e festas.

Ficamos na espectativa para o show de outubro e como disse antes na torcida para que não ocorra o cancelamento.

Abaixo um vídeo de Shout ao vivo em um show na Bélgica em 2006.





quarta-feira, 27 de abril de 2011

U2 360º Tour – Aos 45 do segundo tempo

Eu, Paulinha U2, Evelis e Rogério.
Imagina você enfrentar uma viagem de Porto Alegre a São Paulo tendo que reajustar horário de trabalho e refazer toda sua programação, imagine você enfrentando fila de 26 horas para assistir ao show da sua vida, imagine que nestas 26 horas de fila você passe por algumas privações pessoais, como uma roupa quente, um ambiente seco, horas de sono tranquilo e alimentação saudável e natural.

Agora tente tenta imaginar que por alguns minutos todas estas privações e dificuldades ao qual você passou, foi tudo em vão.

Pois bem, foi isto que aconteceu com a nossa colega Evelis na ida ao show do U2, no dia 13 de abril em São Paulo, Evelis adquiriu seu ingresso através da internet e como é estudante usufruiu do benefício de comprar seu ingresso pela metade do valor.

Após enfrentar toda a maratona que foi a espera e fila, aproximadamente 15 minutos antes de abrir os portões, Paulinha U2 perguntou para Evelis se ela trouxe a carteirinha de estudante, Evelis respondeu que achava que precisaria somente na hora da compra, como disse antes o ingresso foi adquirido pela internet e realmente precisaria apresentar a carteirinha na entrada, Evelis deixou a sua em São Leopoldo, não tenho dúvidas que se tivesse tempo para isto Evelis teria pegado o primeiro voo de volta somente para buscar a carteira, mas estávamos a poucos minutos da abertura dos portões e a poucas horas do inicio do show.

O que aconteceu após a Evelis descobrir que precisava da carteira foi um verdadeiro filme de terror, seus olhos se encheram de lágrimas e o desespero tomou conta não só da Evelis, mas de todos nós a sua volta.

Com a mesma rapidez que o problema foi detectado ele foi solucionado, a nossa grande "desenroladora" de encrencas Paulinha U2, mais que rápido começou a procurar pessoas na fila que estava com ingresso normal, mas tinham carteira de estudante, e para a sorte da Evelis e nossa também estávamos à frente de um casal que estavam com um ingresso normal e outro de estudante, como os dois tinham carteira de estudante, a troca foi efetuada.

Marcelino, Fernanda e Evelis.

Fernanda do Paraná e Marcelino do Belém do Pará foi o casal salvador da pátria, assim que Marcelino encontrou a sua carteira de estudante trocou seu ingresso com a Evelis o que fez com que as lágrimas que estava enchendo seus olhos fossem, desta vez, de alegria.

Acredito que dá para se ter noção de como é esperar tanto para concretizar um sonho, todos ali na fila estavam nesta situação e ver alguém prestes a ter seu sonho frustrado aguça nossos sentidos de compaixão e sem titubear muito logo pensamos em ajudar o próximo que esta no mesmo barco que a gente.

Depois desta Evelis nunca mais vai esquecer uma carteira de estudante novamente, nós também aprendemos um pouco com isto e com certeza levaremos esta história adiante.

Mais uma vez agradeço ao casal Marcelino e Fernanda que se prontificaram a ajudar nossa amiga Evelis.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

U2 360º Tour - Gerações II

Seguindo as histórias que me conquistaram durante a trip que foi assistir à turnê 360º do U2 compartilho aqui mais algumas. Jovens que tinham tudo para dedicar seu tempo e sua paixão para outras bandas da moda, contrariam a tudo e a todos e assumem que o seu negócio é U2 e por este amor à banda topam a loucura de enfrentar horas e horas de fila, chuva e um pouco de friozinho para curtir “O Maior Espetáculo da Terra”.

Natália, Claudia e Letícia a frente do palco.
Logo que entrei no estádio conheci as amigas Natália Moreira, 24 anos, Claudia Freire, 22 anos e Letícia Zimback de 21 anos, a conversa dentro do "Inner Circle" não poderia ser outra, U2 e com isto fomos conhecendo o pessoal a nossa volta e pequenas amizades foram se formando.

Natália conta que conheceu o U2 através do Disk MTV na metade da década de 90, foi com a música  “Desire” que ela se apaixonou pela banda e relata que depois disto foi atrás de tudo que o U2 tinha gravado antes e ficava esperando os novos lançamentos.

Só para constar, “Desire” foi lançada em 1988 no álbum “Rattle and Hum” e chegou ao topo das paradas Inglesas e Australiana, ou seja a Natália tinha um aninho quando a música foi lançada e tinha mais ou menos uns sete quando a conheceu.

Claudia conta que se apaixonou por "Mysterious Ways" no mesmo Disk MTV, esta música foi lançada no álbum “Achtung Baby” de 1991 e uma das curiosidades da música é que ela começou em um improviso onde somente o baixo de Adam foi aprovado, depois de longas discussões entre Bono e o produtor Daniel Lanois, The Edge introduziu novos "reffs" da sua guitarra fazendo com que o resto da banda e produção gostassem do resultado. Foi a segunda música do álbum ficando atrás somente de “One”.

Já Letícia contou-me que conheceu o trabalho da banda no “The Best of 1980-1990” que foi o primeiro “The greatest Hits” lançado pelo U2 em 1998, que vamos concordar em uma coisa um “The Best of” do U2 é covardia, não tem como não se apaixonar. Pois foi assim que Letícia definiu; “me apaixonei pelo U2”, conta a paulistana de 21 anos.

Natália, Claudia e Letícia se comportaram como verdadeiras fãs  durante o show, dançando muito e com as músicas na ponta da língua, em alguns momentos percebia-se o choro contido, mostrando que estavam ali por puro amor ao U2.

Eu, Paulinha e Guilherme aguardando
o melhor show de nossas vidas.
Outro jovem que me chamou a atenção e que estava bem próximo, era franzino, tímido, usava óculos e parecia estar perdido naquele mar de entusiastas pela banda, seu nome é Guilherme Ferreira, paulista de 18 anos. Logo que começamos a conversar mostrou-se verdadeiro fã da banda me dizendo que conheceu o trabalho do U2 através do álbum “All That You Can't Leave Behind” de 2000, o que é mais curioso ainda é que o guri tinha oito anos no lançamento do álbum, mas nem por isto é menos fã da banda, durante o show Guilherme deixou de lado a timidez e curtiu muito como se fosse o show da sua vida, na verdade era.

Toda a  idolatria que o U2 tem entre os jovens é, no mínimo curiosa, no caso de bandas consagradas o que se pode constatar é que na maioria delas o sentimento que se tem em geral é respeito por tudo o que estas bandas representam para a música mundial, mas no caso do U2 é muito mais que respeito, é amor, o mesmo amor que a banda e principalmente Bono prega.

I love U2!!!

domingo, 17 de abril de 2011

U2 360º Tour - Gerações


(01) Guilherme, (02) Anderson, (03) Felipe, (04) Caio, (05) Lucas, (06) Murilo e (07) Arthur

Como havia dito no post anterior, uma das coisas que me chamou a atenção foi o fato de uma banda de cinquentões atrair tantos jovens para seus shows.

Quando cheguei na fila no dia anterior aproximadamente 26 horas antes à abertura dos portões do estádio conheci uma galera que estava na minha frente que ao perceberem meu sotaque gaúcho me perguntaram de onde eu era, nascia ali uma amizade que se estendeu aos pais dos garotos.

Trata-se de Arthur, 18 anos, Felipe, 15 anos, Murilo, 16 anos, Caio 16 anos, Guilherme, 17 anos, Lucas, 17 anos e Anderson, 16 anos.

Arthur, Caio e Felipe são irmãos, quando eu cheguei estavam na fila Arthur e Caio, Felipe chegou na quarta pela manhã, o que esses garotos passaram durante a espera pelo show é algo que só gente grande passa e suporta.

Arthur, Caio e Felipe moraram durante nove anos em Porto Alegre e tem uma simpatia imensa por nossa terrinha, até chimarrão tomaram com a gente. Conheci pessoalmente o pai deles, Aurélio que estava dando o suporte durante o tempo de fila e pelo Facebook conhecia a mãe deles, Erika.

Toda a família mostrou um carinho imenso por Porto Alegre e tenho certeza de que adorariam morar aqui novamente.

O Lucas quando eu cheguei na fila era o mais tímido, mas logo quando os assuntos sobre a banda foi tomando proporções maiores ele se misturou e durante a chuva até lanche distribuiu para a galera.

Guilherme me surpreendeu quando tirou o tênis e meia durante a chuva, este moleque é muito doido.

O Anderson era o estranho no ninho, mas só na aparência, quando o conheci na fila não tinha como mensurar a paixão que este garoto tinha pela banda.

O Murilo chegou na fila quarta feira pela manhã, mas era como se estivesse ali a noite toda, estava muito pilhado e literalmente parecia uma criança prestes a ganhar um presente.

A integração desta gurizada com a banda é maravilhosa e com certeza inspiram a gente, durante o show podia perceber a emoção deles e com a letra das músicas na ponta da língua eles não pararam nenhum minuto.

Ao final do show todos eles vieram de despedir de mim com um fraterno abraço e ali deu para perceber que aquilo não era modinha para eles, aquilo era paixão, amor, respeito por um trabalho de uma banda que depois deste show acabou confirmando ser a maior banda do planeta.

Agradeço muito por ter conhecido esta gurizada e posso dizer que a partir deste show ganhei novos amigos que com certeza levarei para sempre.

É o U2 criando novos fãs e mostrando para o mundo que a música deles é atemporal.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

U2 360º Tour - O Maior Espetáculo da Terra

O palco que transformou o conceito de show no mundo
 
Não tem como contar algumas histórias que ocorreram na minha passagem pelo show do U2 sem antes fazer uma analise do que foi denominado por mim como “O Maior espetáculo da terra”, alguns até podem achar que é muito exagero, mas afirmo categoricamente que não, não mesmo.

Tudo o que vivi lá dentro foi único, na verdade já na espera de aproximadamente de 31 horas para o show foram momentos únicos, todo o pessoal que conheci e suas história são coisas para guardar para sempre na lembrança.

É difícil de acreditar que uma banda que esta a mais de 30 anos na estrada consiga ainda cativar tanto o público como o U2 faz, mas acreditem, eles ainda conseguem e com todos os prognósticos contra eles tornaram a 360º tour a mais bem sucedida turnê de uma banda ou artista em toda a história musical, depois da passagem pela América Latina esta turnê jamais será esquecida.

Outra curiosidade sobre a banda é como uns cinquentões conseguem cativar um público tão jovem, mas jovem mesmo conheci alguns na fila e dentro do estádio que giram em torno de 14 a 25 anos, um caso interessante, que será contado com detalhes aqui, é o dos irmãos Arthur, Caio e Felipe de 18, 16 e 15 anos respectivamente, os três irmãos são simplesmente apaixonados pela banda e conhecem muito detalhadamente o trabalho do U2. 


Momento em que o telão desce
e interage com a banda

Mas vamos ao show, acredito que o fator que trouxe a magnitude para esta turnê sem dúvida nenhuma foi o palco, a sua onipotência enchia os olhos tantos das pessoas que estavam embaixo dele, como foi o meu caso, quanto para as 90.000 pessoas que estavam espalhadas em todos os setores do estádio, me arrisco a dizer inclusive que poderíamos separar o show da banda do show do palco que teríamos dois espetáculos distintos.
É óbvio que um completa o outro e após ter assistido a tudo fica difícil imaginar o palco sem o U2.

O playlist do show foi modificado de acordo com o apresentado na turnê mundial, pelo menos no show do dia 13, ao qual eu fui o playlist foi espetacular, acredito que faltou uma única música, Bad, mas isto em minha opinião.

Logo na abertura em "Even Better than the Real Thing" a banda já mostrou que veio para fazer um show de primeira linha e o público respondeu que também faria um show particular para a banda mostrando muito dinamismo e interação total com o show.

Bono foi simpático demais tentando falar ao máximo em português, mas em algumas vezes ele arranhava palavras em espanhol, o momento mágico para mim foi que logo após os primeiros acordes de "Where the streets have no name" ele conseguiu falar “Sou brasileiro e não desisto nunca”, logo após isto o publico começou a pular ao ritmo da música e a galera que estava no Inner Circle soltou balões em verde e amarelo o que gerou um efeito maravilhoso para o show.

Mesclando bem o repertório e tocando músicas dos últimos dois álbuns “How To Dismantle An Atomic Bomb” de 2004 e “No Line On The Horizon” de 2009 que originou a turnê, sem deixar de fora sucesso que trouxeram a banda até aqui e as consagram como a maior banda do planeta, hinos como "I still haven't found what I'm looking for", "Pride (In the name of Love)", "Sunday Bloody Sunday", "Where the streets have no name" e "With or without you" com certeza não poderiam faltar e não faltaram.

O repertório foi bem distribuído e acredito que agradou a todos literalmente, dos oito aos oitenta, não deixando a desejar em nada. Até mesmo a participação de Seu Jorge cantando uma música da celebre Kraftwerk, acabou se encaixando.

Neste show se esperava muito messianismo por parte de Bono, mas o que se viu foi uma dosagem exata de conscientização sobre as necessidades do mundo e muito Rock ‘n Roll, ao final do show teve uma pequena homenagem para as vítimas da escola em Realengo, antes de "Moment of Surrender" Bono prestou solidariedade às famílias.

O que posso analisar ao final de tudo é que não tem como assistir a um espetáculo como este e não sofrer alterações na vida sai do estádio com percepções a mais e analisando algumas coisas da vida com outros olhos.

Gostaria que pelo menos uma vez na vida todas as pessoas pudessem ter uma experiência igual a esta, com certeza o mundo seria um lugar melhor.

O circo perdeu seu maior trunfo, a partir de agora somente a 360º Tour poderá ser considerada como “O Maior Espetáculo da Terra”.

Confira abaixo o playlist do show:

"Even Better than the Real Thing"
“I Will follow"
“Get on your boots"
“Magnificent"
“Mysterious Ways"
“Elevation"
“Until the End of the World"
“I still haven't found what I'm looking for”
“Pride (In the name of Love)"
“The Model" (part. Seu Jorge)
“Beautiful Day”
“Miss Sarajevo"
“Zooropa"
“City of Blinding Lights"
“Vertigo"
“I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight”
“Sunday Bloody Sunday"
“Scarlet"
“Walk On”
“One”
“All I want is you"
“Where the streets have no name"
"Hold me, thrill me, Kiss me, kill me"
“With or without you"
“Moment of Surrender”


quinta-feira, 14 de abril de 2011

U2 360º Tour – Positivos e Negativos

A fila prestes a entrar no estádio
Depois de passar pela maior presepada da minha vida quero começar a enumerar os pontos positivos e negativos até porque depois deste post todos os pontos serão positivos, pois tratam das história paralelas ao show.

Então os pontos positivos estarão em verde e os negativos em vermelho.

Ao chegar à fila na terça por volta das 14hs deparei com um pessoal que estava no início da fila anotando os nomes em uma lista para que ficasse organizada a entrada das primeiras pessoas, sem orientação nenhuma da produtora ou qualquer suporte deles este pessoal organizou e muito bem esta fila disponibilizando, inclusive uma pulseira com a mesma numeração da lista.

Não sei quem teve a ideia ou quem exatamente organizou, mas deu para perceber que a lista passava por várias mãos para que todos pudessem participar.

A educação do pessoal em geral também é um ponto positivo, com exceção de um determinado momento dentro do estádio, que será comentado mais embaixo, o restante é só boas surpresas, quando se reúne em uma fila pessoas que estão ali por um bem comum só pode dar em muitas coisas boas, se via de tudo na fila, pessoas trocando lanches, ou outras dando o seu lanche para quem não tinha trazido, enfim, interagindo de forma respeitosa e amigável, são pessoas que mesmo que não se veja mais, ficarão guardados pra sempre na memória.

A produtora Time 4 Fun é responsável por quase todos os pontos negativos a serem citados, como produtora do evento deixou muito a desejar em vários pontos.

Em nenhum momento antes de quarta feira se viu alguém da produtora para auxiliar em alguma coisa em relação à fila, somente no portão 2 em que eu estava tinha mais de 200 pessoas e nem banheiros químicos se cogitou de colocar.

Na quarta feira apareceu um batalhão de organizadores que cá para nós estavam mais para desorganizadores, não sabiam ao menos dar uma informação correta, só para citar um exemplo, quando foi perguntada a uma organizadora a que horas abriria os portões a resposta foi 18hs, a abertura estava programada para 16hs.

No meu caso eu estava com ingresso de portão 2, uma vez que troquei para entrar com a minha turma, o valor impresso no ingresso estava R$ 180,00, ou seja, ingresso inteiro, quando cheguei ao primeiro posto antes da rampa o rapaz me pediu carteira de estudante, e eu tive que apontar para ele o valor do ingresso, não satisfeito ele me disse que não era ali que eu tinha que entrar, e dai sim quase perdendo a paciência tive que mostrar para o rapaz o portão 2 impresso no ingresso, isto fez com que eu perdesse um tempo importante para quem queria um lugar melhor no show. Isto mostra o despreparo do pessoal contratado para orientar e organizar.

Uma vez dentro do estádio e dentro do chamado Inner Circle, o pessoal que chegou ia sentando, pois eram 4hs da tarde, a espera seria longa até o show, acontece que o pessoal que ficou fora das lista dos 200 por portões conseguiu entrar na Inner Circle só que ficaram na lateral, após alguns gritos de ordem do tipo, “levanta” os mesmo desorganizadores mandaram que nós levantássemos o que fez com que as pessoas que chegaram na fila na quarta à tarde ficassem no mesmo lugar do pessoal que dormiu na fila.

A Time 4 Fun poderia ao menos organizar isto e privilegiar quem chegou antes. É simples, é ético, é correto então porque o não fazer? Como disse antes era desorganização.

Foi neste momento que tive o único momento desagradável em todo este tempo, um dos que chegaram depois que ficou gritando palavras de desordem para todos ficarem de pé veio até mim, e disse que eu tinha que levantar, expliquei para ele que tinha ficado na fila 26hs e que merecia um lugar melhor, este mesmo cidadão simplesmente começou a me pressionar vindo para o meu lado como se fosse me agredir, foi ai que me levantei e perguntei a ele se queria realmente me agredir, e chamei um policial que estava ali apontando este cidadão que diante disto desapareceu na multidão não antes de me ameaçar m ais ainda.

Isto tudo poderia ser evitado se a Time 4 Fun tivesse tomado partido de tudo desde o início e organizado todo o processo.

A ação dos cambistas então é de chorar, não consigo imaginar como eles conseguem tanto ingresso, só posso crer que a empresa que vende os ingressos facilita esta pratica, mas não posso afirmar nada.

Os flanelinhas e estacionamentos estavam vivendo em outro planeta, para estacionar na rua era cobrado em torno de R$ 50,00 reais, em casas era em torno de R$ 100,00 e estacionamentos em torno de R$ 150,00.

Para conseguir transporte para voltar ficou impossível, uma vez que nas imediações do estádio os taxistas escolhiam quem queriam levar e um pouco mais afastado a cobrança era absurda, presenciei duas situações de verdadeiro roubo quando um taxista cobrou 150 reais de um casal para leva-los ao centro e outro cobrou 50 reais por pessoa em um grupo de 4 pessoas para leva-las na proximidade do aeroporto de Congonhas. No meu caso sai do estádio, segui pela Avenida Jorge João Saad, entrei na avenida Prof. Francisco Morato e atravessei a Marginal Pinheiros para na Av. Eusébio Matoso pegar um taxi. Andei 7,4km.

Com certeza deve haver muito mais pontos positivos e negativos, mas o que eu vivenciei foram estas situações, posso ter me esquecido de uma coisa ou outra, mas acredito que o principal seja isto.

Se você foi ao show e presenciou algum fato positivo ou negativo, por favor, fique a vontade para postar aqui nos comentários.



Diário de Bordo U2 360º / Post n°08


Diante da nave mãe

São 09h17min da manhã do dia seguinte e o que eu posso dizer é que tudo pareceu um sonho, a única coisa que me faz acreditar que foi tudo real é que o meu estado físico tem todas as assinaturas do que ocorreu nos últimos dias.

Estou simplesmente detonado com dores por tudo, e não me lembro de estar assim em qualquer outra situação e feliz, aliás, muito feliz.

Das 26 horas de fila e mais de 6 horas dentro do estádio aguardando o show, posso dizer que cada segundo valeu cada calo, cada dorzinha é uma comprovação de que vivi tudo isto e ainda estou extasiado, vou ficar assim um bom tempo.

Ontem não consegui publicar nada, pois fiquei sem bateria no celular, mas na real mesmo, mesmo que se tivesse bateria não teria postado nada, pois a euforia foi tanta, o entusiasmo que tomou conta de mim me impediria de escrever qualquer coisa.


Na fila durante as 26 horas de espera, conheci pessoas que trazem histórias consigo que valem muito a pena contar, dentro do estádio nas horas que antecederam o show também conheci pessoas que mesmo sabendo que dificilmente encontraremos novamente você nutri uma simpatia e carinho que parece que se conhecem a tempo e que se conhecerão para o resto da vida.

Todas estas histórias serão contadas aqui nos próximos dias, com as devidas fotos de registro que, aliás, são muitas, vou fazer uma seleção das melhores fotos que tirei antes e durante o show, pois a bateria da máquina também acabou no fim do show.

Se você continuar acompanhando aqui saberá de tudo isto e mesmo não tendo ido ao show saberá um pouquinho de todas as emoções que vivi durantes dois dias.

Dois dias que mudaram minha vida, dois dias que fizeram minha vida girar 360º.

Continue acompanhando a viagem terminou, mas o sonho continua.






terça-feira, 12 de abril de 2011

Diário de Bordo U2 360º / Post n°07

Bom.... são 02:35 da madrugada e estou agora no hotel para descansar um pouco, o dia se desenrolou da seguinte forma:

Pela manhã fui trocar meu ingresso por outro para poder ficar no mesmo portão que a minha turma vai, assim poderíamos fazer exatamente isto que estamos fazendo, revezamento.

Ao meio dia vim para o hotel descansar um pouco pois não sabia como seria a rotina, fiquei até umas 14hs e me dirigi para o estádio.

Chegando lá fui direto para a fila, encontrei uma gurizada na fila que estão entre 15 e 18 anos que são muito fãs da banda, dois deles, irmãos, moraram durante 9 anos em Porto Alegre, e por isto a integração foi rápida e ficamos contando histórias da terrinha.

Coloquei meu nome e da turma em uma lista de organização para entrada na chamada "inner circle", detalhe, esta lista é organizada pelo pessoal mesmo e vai passando de mão em mão para que todos interajam e com isto se tornem responsáveis também.

Todas as pessoas que interagi são muito gente boa e dá para ver que todos estão ali por um bem comum.

Escutamos a passagem de som da banda isto lá pelas 16hs, deu para escutar direitinho os acordes de "City of Blinding Lights". A banda permaneceu no estádio até umas 23hs, quando saiu causou alvoroço e muitos que conseguiram ver Bono e apertar sua mão saíram chorando.

É nessas horas que eu penso: se fosse uma banda qualquer os caras sairiam aquela hora e simplesmente nem parariam, seguiriam para o hotel e deixa a galera lá mesmo, mas como com o U2 tudo é diferente, Bono mesmo com uma chuva modesta, parou na área externa do estádio, desceu do carro e veio cumprimentar seu público. Parabéns para esta iniciativa, mostra que a banda respeita seu público acima de tudo.

Nota desgradavel deste dia foi um acidente de moto que ocorreu na nossa frente, uma colisão entre uma moto e um carro derrubou o motoqueiro e quando tentava mover a moto de cima dele o motoqueiro acidentado foi atingido por outra moto que absurdamente não viu ele no chão, isto é transito de São Paulo.

Amanhã, ou melhor, hoje volto para o estádio lá pelas 8hs, dai sim para sair somente depois do show.

Vou tentar segurar ao máximo a bateria do meu celular para ir postando durante o dia todas as infos deste mega evento.

Continue comigo.